Dançar sempre fez parte dos rituais tribais pela sua força de conectar pessoas. Aqueles que já sentiram os indescritíveis níveis de realidade no dance floor sabem exatamente o quanto é excitante podermos aprender novos aspectos da vida emocional e espiritual, de uma forma alegre e natural. As razões do renascimento e crescimento dos festivais pelo mundo revela que alguma coisa muito importante está faltando na nossa sociedade moderna, então a Vida criou um novo ritual.

Nas civilizações antigas sempre houve espaços especiais para seus encontros sagrados. Muitos desses lugares tem características similares e, em sua grande maioria, eram circulares e posicionados estrategicamente em relação ao movimento do Sol e da Lua.

O círculo é um símbolo especial e mágico. Nos oferece um vislumbre do espaço interno e do externo – como se um pequeno universo estivesse ali dentro de um universo maior. Os ambientes circulares são capazes de manter, circular e acumular energia, fazendo com que as forças criativas da vida se manifestem de diversas formas, como um ser multidimensional.

A maioria desses encontros normalmente aconteciam em importantes pontos astrológicos, nossos ancestrais acreditavam que o Sol era o nosso Deus personificado. Através dessa conexão com as estrelas e os planetas eles atingiam uma profunda compreensão sobre as suas vidas e a qualidade do seu tempo. Também utilizavam para atrair a sorte, para trazer uma boa colheita, tempos de paz e outras aspirações positivas para toda a sociedade.

O paradigma dos tempos modernos é a busca à re-conexão, retornar a algo que foi perdido no caminho e que causa um vazio nas conexões modernas. As pessoas, a Terra, o Sol, a Lua e todas as estrelas retornam para o ponto de onde tudo isso começou, de reconexão, para então realizar o desejo da Grande Vida novamente. Recomeçamos para tentarmos fazer melhor, para resgatar, para aprendermos através da experiência e, quem sabe, um dia caminharmos de forma mais sábia. Os homens que estão despertos para essa profunda mudança serão os xamãs do nosso tempo.

Se só uma pessoa dançando já é capaz de viajar pelo tempo e espaço, o que não pode um grupo? Uma tribo inteira? Em janeiro os portais estarão abertos para essa nova viagem e o convite chegou até você…

Ressonar Festival 2020
Escute o chamado…